“Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”.
Prólogo
Corri até a porta para fugir da chuva. A água escorria pelo meu corpo espalhando o sangue e me apavorando ainda mais. Estava ofegante e meus braços e pernas começavam a adormecer. Em um esforço sobre-humano, apanhei o telefone. Estava tentando sobreviver.
Queria saber onde a bala havia perfurado, mas ainda que reunisse toda minha coragem, não conseguiria verificar o furo em meu peito. Estranhei a ausência da dor. Na verdade, maior que o ardor da ferida era a tristeza em saber quem a havia provocado.
Lembro de ter ouvido a voz do meu pai pedindo calma antes do telefone cair ao chão. Dali pra frente apenas o barulho da sirene surtiu efeito em meu cérebro.
Treze de outubro. Foi quando tudo começou, e agora, talvez, quando tudo terminaria...
Escrito por Érica Marin às 14h54
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|