Dispenso a previsão
Com o tempo percebemos que não adianta fugir de si mesma.
Não podemos controlar o destino nem tampouco prever o que sentiremos.
Não adianta dizer que não amaremos tão cedo, devido a alguma frustração. Quem sabe é o coração, quem sabe é a pele, a mente, o corpo, a alma.
Não adianta não querer quando olhamos e o que temos é o que sentimos. O toque que contagia, o sorriso que não cala, a vida que se colori toda, a cada passo, a cada respiração.
O amor é assim, imprevisível. E ele não quer se esconder, apenas te fere sem querer e depois tenta recuperar toda felicidade que um dia te deu, só que em outras mãos.
Um círculo, um vício ardoroso e sutil, majestoso e sincero, gostoso e sufocante.
Escrito por Érica Marin às 16h38
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