 Onde os sapos não têm vez Analogia ao sucesso cinematográfico “Onde os fracos não têm vez”, ganhador do Oscar 2008 na categoria de melhor filme. A trilha sonora perfeita – diga-se de passagem – acompanha cada cena do roteiro próprio e original, ora dramático, ora comediante, mas que se mantém há algum tempo em um fascinante, porém cansativo, suspense. Onde os sapos não têm vez retrata as conversas de toilette feminino, dos clubes das Luluzinhas, das noites em que devoramos caixas e mais caixas de chocolate e lemos todos os livros de auto-ajuda existentes, por mais que achemos isso sem graça e de extrema decadência, uma vez que somos mulheres adultas, independentes e inteligentes. A eterna briga dos sexos, as intermináveis discussões de relacionamento e as mutáveis teorias fardadas a alterações múltiplas, por fases e estações únicas, absurdas, complexas e opostas. O drible da solidão nos drinks e no rock alto da noite dá espaço à calma serena da leitura no quarto, entre devaneios, lembranças e desejos secretos, ou nem tão secretos assim. A maturidade que ocupa o lugar da espuma no capuccino com chocolate, novo apreço do outono. Dessa vez, tratemos da continuidade e da progressão. De como se fez as mais novas páginas do diário da adolescente e tudo que se aprendeu com as dúvidas, os conflitos, os choros, os sorrisos e os medos. A menina que cresceu, que sonhava em ganhar o mundo e soube em pouco tempo que ele estava dentro de si mesma. O mundo das palavras bonitas, das flores coloridas e das músicas. O mundo que ela construiu com suas próprias mãos frágeis e suaves, mas determinadas e seguras.
A experiência mostrou que a melhor explicação e o melhor desabafo é o beijo. Mãos dadas e malas prontas, um adeus e um recomeço. Aqui nem os sapos nem os fracos têm vez. Somente os bons e fortes. (...)“E Deus te abençõe nas suas viagens, nas suas conquistas e dúvidas”...
Escrito por Érica Marin às 02h44
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